Para os budistas nenhuma autoridade deve ser reverenciada, por mais augusta que seja. Sidarta Gautama, o Buda, por toda a sua vida combateu o culto da personalidade, sempre desviando de si a atenção dos discípulos. O que importava não eram sua vida e sua personalidade, mas sua doutrina e o que ele conseguira alcançar através dela. Nesse retrato rico, oportuno e original podemos refletir tanto sobre o ícone do arquétipo religioso como também sobre o homem Sidarta Gautama e ainda seguir a trajetória de sua doutrina, que floresceu na Índia por 1.500 anos, disseminou-se para o Tibete, Ásia Central, China, Coréia, Japão, Sri Lanka e Sudeste Asiático e, atravessando as fronteiras geográficas e do tempo, adentra o século XXI com uma influência espantosa em todo o mundo.