Essas "duas histórias na estrada" deixam no leitor um gostoso sentimento contraditório: ele vai querer saber logo o final, mas não vai querer que elas acabem. Na primeira, "A menina tatuada", a protagonista é Lavínia, que aos três meses de vida foi deixada num orfanato de freiras e cresceu querendo conhecer a identidade de seus pais. Virou policial - vai descobrir o que queria e o que não queria. A protagonista da segunda história - Selene - perdeu cedo a mãe. Quando ficou menstruada pela primeira vez, o pai, um estelionatário, entregou-a aos cuidados de uma cafetina. Virou "garota de programa", mas prefere se chamar de "puta". Lavínia e Selene têm um pique parecido. Elas não sabem, mas suas histórias vão se cruzar na BR 163.