Nenhum nome seu é igual ao outro. Mas todos, misteriosamente, são Millôr: no traço propositalmente imperfeito ou ingênuo, na delicada mescla de cores, na justaposição de elementos, nas alusões líricas e, sobretudo, na graça. As variações infinitas não o dispersam nem o disfarçam: ele é sempre o mesmo, só que múltiplo. Com isso, transforma a sua assinatura em obra, em auto-retrato. Convém olhar estes nomes com vagar. Não há nada semelhante na história da arte. - (Mario Sergio Conti)