Homem de grande dignidade e valores inquebrantáveis, Policarpo Quaresma é um ufanista convicto, vendo superioridade brasileira em qualquer tipo de comparação que se faça com estrangeiros. Mas seu idealismo o faz ser alvo de escárnio e perseguição na sociedade em que vive. O romance sintetiza muitas questões que caracterizam toda a produção de Lima Barreto. A postura patriota de Quaresma soa tão antinatural que lhe será designada uma internação em sanatório. Pode-se dizer que Lima Barreto – que, aliás, conheceu na pele esse tipo de instituição –, foi um visionário: passados mais de cem anos da escrita de Triste fim, suas ideias mantêm uma terrível atualidade.