Duas histórias violentas e misteriosas interpenetram-se e contradizem-se em "Teatro". Numa delas, um terrorista solitário mata executivos com um produto químico enviado pelo correio. Na outra, um ator de vídeos pornográficos é envolvido no assassinato de um político. Loucura e razão, masculino e feminino, bem e mal são signos que se embaralham na escrita labiríntica de Bernardo de Carvalho, configurando um mundo em que, a cada página, uma nova representação do real engloba e "corrige" a anterior.