Aos 34 anos de idade, o jornalista Marco Uchôa, recebeu a notícia de que poderia ter um câncer ósseo. O diagnóstico de osteossarcoma foi confirmado, e a partir daquele momento a vida da família foi transformada, com um período de dois anos de uma difícil luta. Este "diálogo" criado entre a história narrada pelos diários do próprio Uchôa e os escritos da esposa Anna Costa fazem um contraponto que permite ao leitor a compreensão de como uma doença grave afeta não apenas o paciente, mas todas as pessoas próximas, que passam a compartilhar do mesmo esforço em favor da vida. O texto possui a narrativa emocional de quem está vivendo na pele as dificuldades de uma doença terminal, mas também a limpidez na observação e o retrato fiel aprendido na grande escola de jornalismo da qual fez parte.