Entre 1939 e 1945, quase 20 milhões de cidadãos alemães combateram nas múltiplas linhas de frente abertas pela Wehrmacht na Europa, na África e no oceano Atlântico. Numerosos especialistas têm, desde o fim do conflito, se debruçado sobre as razões que levaram pessoas comuns e perfeitamente pacíficas em sua vida cotidiana a se transformarem em sanguinários criminosos de guerra. Amparado numa das mais amplas documentações de fontes primárias já reunidas sobre o período, este livro apresenta uma visão alternativa tão convincente quanto perturbadora. O historiador Sönke Neitzel e o psicólogo social Harald Welzer analisam em profundidade os marcos de referência moral e os contextos sociais e pessoais de percepção dos soldados de Hitler, bem como suas semelhanças e diferenças em relação aos de combatentes de outras guerras e nacionalidades.