O ano de 1928 trouxe para mim a profunda emoção de uma conferência de Salinas dedicada a Sobre os Anjos, que estava em véspera de aparecer. Fortes tormentas no céu político da Espanha propiciavam este surgimento. (...) A ninguém ocorria, então, pensar que a poesia servisse para algo mais que a íntima fruição dela. Não ocorria a ninguém. Mas os ventos que sopravam já vinham cheios de presságios. (Rafael Alberti, La arboleda perdida, parte I, pp. 274-7.)