Este livro é um percurso especulativo no campo da linguagem: uma investigação em torno do "vago", interpretado como a conceituação do projeto e do modo de operar de certos artistas significativos com produção iniciada a partir dos anos 1950. O autor investiga também uma suposta oposição entre certas tendências artísticas dos séculos XX e início do XXI: algumas teriam afirmado um engajamento crítico tido como "modernista" e "utópico", ao tentarem projetar de forma clara, definida, completa e consciente os aspectos, as potencialidades e os objetivos do fazer artístico; outras parecem tentar, estrategicamente, indefinir e tornar insegura sua relação com esses temas, por meio de estratégias paradoxais e lacunares, em obras, corpos de obras e elaborações teóricas.