Considerado um dos mais importantes intelectuais vivos, Alain Badiou dá vida nova ao mais famoso e mais influente dos diálogos de Platão, A República. Ao retraduzir a obra e adaptá-la aos nossos tempos, o filósofo francês restaura a universalidade do texto grego, removendo todas as alusões específicas à sociedade grega antiga e ampliando o leque de referências culturais contemporâneas. O mito da Caverna, por exemplo, é apresentado através de uma analogia com o cinema e a mídia em geral, sendo o prisioneiro uma espécie de "espectador". Badiou introduziu também aproximações com autores modernos e contemporâneos, e assim Sócrates e outros filósofos gregos recebem a companhia de Beckett, Fernando Pessoa, Freud, Hegel, Rousseau, Kant e Lacan, entre outros.