Aqui José Luís Peixoto nos fala das quatro paredes de
uma casa — e de todas as suas recordações. Evoca a
solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a
solidariedade das recordações: a mãe, o pai, os aromas, a
família, a aldeia, o amor. Há espaço para a recordação da
infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro,
como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de
objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde
se regressa sempre: a casa.