Nono romance de Carlos Heitor Cony, "Pilatos" faz uma sátira sobre a situação política e a contestação no Brasil durante os Anos de Chumbo. Esta obra conta a epopeia às avessas de um homem que, após passar por uma série de amarguras na vida, é vítima de um atropelamento e vaga pelas ruas do Rio de Janeiro carregando seu órgão sexual mutilado num vidro de compota. Em seu caminho, pontilhado de aventuras picarescas, encontrará personagens bizarros do submundo da cidade. Vagando numa jornada sem propósito, pontilham sua história, bêbados, beatas, fascistas, mendigos, cineastas, sacristães, donos de bares infectos e policiais truculentos, cada qual tentando ganhar a vida à sua maneira.