Um intelectual palestino e um músico judeu. O encontro poderia ser marcado por atritos e desavenças, mas no caso de Edward Said e Daniel Barenboim resultou em amizade profunda. Said e Barenboim se conheceram num hotel de Londres, no início dos anos 90. Desde então, tornaram-se amigos próximos e mantiveram conversas, públicas e particulares, sobre questões ligadas à cultura e à política. "Paralelos e Paradoxos" é o registro desse diálogo. O principal ponto de convergência entre os dois é a crença de que a música pode ter importante papel na união de povos com posições políticas conflitantes. As conversas transitam também por assuntos como literatura e o conflito no Oriente Médio. Destaca-se no livro a idéia de que a arte permite um diálogo rico entre o próprio e o alheio, o nacional e o estrangeiro, o conhecido e o desconhecido.