Este livro retoma a teoria freudiana da pulsão escópica, onde o jogo das três vozes – ativa, reflexiva e passiva – se exerce nos três tempos da pulsão: olhar, olhar-se, ser olhado. Nasio sublinha a fascinação, aquilo que cega pelo foco de luz que vem do Outro. Propõe ainda a tese de que o olhar do psicanalista é uma auto percepção endo psíquica, isto é, aquilo que ocorre no momento da emergência de uma imagem escópica, quando o próprio inconsciente percebe o inconsciente. O texto com que nos deparamos conserva todo o frescor próprio do dito. respeita seu tempo, segue os percursos do diálogo do autor com seu público. Nele se conservaram o modo e o estilo peculiar daquele que discorreu, sem a pretensão de transformá-lo num texto letra. que não esteve em sua origem. Seu destino inicial não era esse. mas, não obstante, assim se decantou.