Nesta obra, Enio apresenta contos sarcásticos e perturbadores, que podem - ou não - serem histórias de sua vida. Desde sua idolatria por Marcello Mastroianni, até a morte de sua mãe, sempre com personagens quase fictícios ou quase verdadeiros. Nesta obra, um misto de memória e ficção, Enio compõe páginas em descrições ávidas, já que "a vida é muito curta para quem não tem lembranças". Além dos contos, o leitor tem acesso a prelúdios em forma de poesias, que compõem os textos, importantes para o desenrolar da leitura. "O Moedor" traz uma visão unilateral do universo masculino, misógina até, que faz os homens balançarem aprovadoramente a cabeça - e as mulheres, talvez nem tanto. Tudo em um só livro, de sentimentos moídos, juntos - ou não.