Foram muitos os rótulos criados pela mídia para se referir a Chet Baker: cool, cult, ícone do jazz, símbolo sexual - todos insuficientes para definir a personalidade contraditória do trompetista americano. Ao surgir no ambiente fervilhante do jazz norte-americano dos anos 50, o músico rapidamente se transformou no ideal de sua geração. No mundo inteiro, inclusive no Brasil, a suavidade de sua voz e as fotos em preto-e-branco na capa de seus LPs seduziam mulheres e homens. Em 1952, Chet alcançou a fama, e aos 23 anos, era convidado a tocar com Charlie Parker. No ano seguinte, seria eleito por revistas especializadas o melhor trompetista em atividade, à frente de nomes como Louis Armstrong, Dizzy Gillespie e Miles Davis. O resultado do trabalho de James Gavin é uma biografia à altura da magnitude de Chet Baker.