O GOLPE DAS CALDAS DE 16 DE MARÇO DE 1974 surge nesta obra segundo a problemática da memória e da transição para a democracia em Portugal. A sua definição é, desde cedo, ambígua e polêmica. Aventura para uns, precipitação para outros, tentativa falhada ou simplesmente uma insubordinação acidental, são palavras com significados próprios que influenciam a leitura dos acontecimentos. Este Golpe abre-nos uma janela para o contexto de mudança que envolveu o desmoronar do Estado Novo e a afirmação da
democracia em Portugal. Os testemunhos recolhidos, a documentação governamental e os jornais analisados permitem avaliar como uma tentativa falhada de derrube de regime se tornou tanto numa oportunidade como num constrangimento. Em Março de 1974 viveu-se a "quente" e muito rapidamente.