Mathilda Savitch tem conflitos que extrapolam as dores comuns da adolescência: sua irmã mais velha foi brutalmente assassinada, jogada na frente de um trem por um desconhecido. Com os pais enlutados pela tragédia familiar e pela angústia de uma nação em guerra contra o terrorismo, Mathilda decide usar a maldade para chocá-los e tirá-los do estado catatônico. Vivendo em um mundo inventado, Mathilda reflete sobre temas como culpa, amor, família, lealdade, gênero, sexualidade e sobre quanto é possível conhecer outra pessoa. Qualquer pessoa. Victor Lodato escolhe as palavras com extremo cuidado e, por meio de uma linguagem surpreendente, confere às observações de Mathilda o caráter de um poema épico finamente construído, cujos tema e imagens formam um complexo mapa de sua vida interior.