A história de uma conspiração na China do século XVIII e o destino de seus principais protagonistas adquirem vida e atualidade nesta obra de Jonathan Spence, professor na Universidade Yale. O historiador relata com arte de romancista as motivações e ideais do conspirador Zeng Jing, as investigações para desvendar a trama e a maneira pela qual o imperador Yongzheng procura desfazer a rede de boatos e intrigas sobre seu reinado e sua conduta moral. Spence descreve práticas de controle ideológico que causariam inveja às ditaduras modernas. O soberano monta uma gigantesca operação de propaganda e relações públicas e estabelece um surpreendente debate epistolar com o conspirador. Sob o título O despertar de um equívoco, as cartas são reunidas num livro que constitui um verdadeiro "manual da traição".