A palavra "mandala" vem do sânscrito, e significa literalmente "círculo". Na consciência da maioria das pessoas, as mandalas têm, efetivamente, algo do Oriente, isso, contudo, nem sempre foi assim, nem precisaria ser, pois as mandalas se encontram igualmente na raiz de todas as culturas e estão presentes em todo ser humano. Foi sobretudo C. G. Jung quem, nos tempos modernos, se ocupou com as mandalas e descobriu que elas surgem como imagens interiores espontâneas, particularmente em situações de profunda crise interior. Estamos num ponto de transição, no ponto de redescoberta das nossas raízes, da nossa mandala interior. "Mandalas" gostaria de ser um fio condutor; para muitos, talvez, o fio de Ariadne do labirinto pessoal - fio que conduz à vivência do Universo enquanto mandala.