História da arte como história da cidade é um tema presente nos escritos de Argan pelo menos a partir da década de 1960. Esse tema tornou-se central no pensamento arganiano e pode ser considerado como verdadeiro ponto de chegada de sua reflexão. Os escritos incluídos neste livro reafirmam a identidade entre cidade e arte. Propõem uma metodologia que parta da definição de história da arte como história de uma fenomenologia complexa de objetos produzidos segundo a tecnologia do artesanato, constituindo uma dimensão espaciotemporal, a própria cidade, superando a tradicional proposição sociológica baseada na aproximação entre os fatos históricos e os fatos histórico-artísticos que lhes sejam dependentes.