Viagens ultramarinas, naufrágios, selvagens, lutas e canibalismo. Hans Staden narra os acontecimentos com simplicidade e nos faz imaginar o Brasil do séc.XVI, através do olhar dos primeiros que aqui estiveram. É um relato cheio de peripécias nessa terra ainda desconhecida, cenário de aventuras verídicas e extraordinárias. Hans Staden foi um arcabuzeiro alemão que fez duas viagens ao Brasil entre 1547 e 1555. Hans Staden foi confundido com um português e passou nove meses em cativeiro entre os tupinambás. Durante todo esse tempo, ele viveu na tribo, observou os costumes indígenas e usou de artimanhas para driblar aqueles que queriam devorá-lo. Em 1555 voltou para a Europa e escreveu o livro. Como sugere Monteiro Lobato em prefácio da edição de 1925: "É obra que devia entrar nas escolas, pois nenhuma dará melhor aos meninos a sensação de terra que foi o Brasil em seus primórdios".