Vivendo numa sociedade fechada, com uma língua complexa e sempre cambiante, códigos de comportamento rígidos e tabus milenares, os ciganos - os roma - sempre cultivaram os estereótipos com que eram estigmatizados nos países onde se instalavam. Manter sua marginalidade era essencial para evitar a contaminação com a impureza - mahrime - inerente a todo e qualquer gadjo (não-cigano). Este livro traça um panorama no mínimo esclarecedor. Na análise dos costumes e da trajetória dos ciganos pelos países da Europa Oriental pós-comunista, a revelação de um mundo conhecido apenas por seus estereótipos.