Ao desvendar os mecanismos do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro no período de 1790 a 1830, "Em Costas Negras" traz à luz dados e formulações até hoje negligenciadas por clássicos da historiografia brasileira. Por meio de uma leitura cuidadosa de documentos e de uma aplicada metodologia estatística, o historiador Manolo Florentino vincula, de modo definitivo, o comércio de almas à demanda crescente de mão-de-obra da economia fluminense, interligando-o também às formações africanas envolvidas no tráfico e à comunidade mercantil do Rio de Janeiro.