"Em busca de Merlim" coloca em cena a verdade por detrás da famosa lenda do Rei Arthur: o mago Merlim não procedia da Inglaterra ou do País de Gales, como proclama a sabedoria popular, mas da Escócia. Essa é apenas uma das decisivas revelações feitas por Adam Ardrey ao investigar uma das maiores fábulas já contadas nos cânones ocidentais. Arthur, o líder inigualável; Merlim, o sábio arquetípico; e Camelot, o suntuoso castelo, sede da Corte do Rei: costuma-se acreditar - até mesmo o autor, antes de escrever esta obra - que todos são somente figuras fictícias, sem raízes reais na História. O escritor prova o contrário. (...) As inesquecíveis personagens das histórias de cavalaria são agora colocadas em um cenário ao sul da Escócia, no final do século VI e início do VII (e não em meados do século V, como é dito tradicionalmente). Do momento de sua morte até os dias de hoje, Merlim teve seus registros históricos suprimidos e alterados pelos escritores cristãos, e sua verdadeira origem e importância obscurecidas pelas calúnias de que seria louco. Por sua vez, Languoreth, sua irmã gêmea, tão inteligente e poderosa quanto o mago - mas uma grande ameaça ao poder da Igreja e do Estado - foi simplesmente banida da História, e sua existência, praticamente apagada. "Em busca de Merlim" recupera a verdade apagada nas lendas. O passado é examinado com precisão e cautela: os lugares onde Merlim nasceu, viveu, morreu e foi enterrado são identificados, assim como as pessoas que o cercavam, como Mungo, o terrível rival fanático, e Arthur, o amigo herói. (,,,)