Em "E Se Amanhã o Medo", uma mulher solitária recorre a um especialista na esperança de "renovar o órgão primeiro, o bombeador de sensações, a casa mais íntima de um ser humano". Um homem tira dúvidas numa esquina qualquer. Uma moradora de rua é violentada. Um jovem viajante é forçado a tomar uma vacina. Velhos passeadores de cães desaparecem sem deixar rastro. Nos contos de "E Se Amanhã o Medo", Ondjaki concebe um mundo mágico e intimista, numa prosa de tom sereno e melodioso, por vezes absurda. Repletas de referências musicais e literárias, as vinte breves narrativas do livro, apresentam personagens que refletem o aspecto dramático da vida e conduzem o leitor por paisagens poéticas ora fantásticas, ora realistas.