Quando Xu Sanguan, um operário de uma fábrica de seda, encontra-se em alguma dificuldade financeira séria, ele corre até o hospital da província para vender alguns mililitros de sangue. O procedimento é potencialmente letal, uma vez que é feito sem qualquer medida higiênica, mas isso não o afasta da sala do Chefe do Sangue Li, o homem responsável pela triagem que define quem pode ou não participar do negócio. Arbitrariedade, falta de higiene e corrupção fazem parte da história desses personagens. Trabalhando o tempo todo com a tensão entre a realidade material do sangue e sua dimensão simbólica, o romance aborda a incômoda tragédia real que assola a China desde a segunda metade do século passado, quando se iniciou o comércio desregrado de sangue no país, infectando milhares de camponeses com o vírus da aids.