Neste livro, Adriana Lunardi expoe as angustias cotidianas de duas mulheres. Manu, a fotografa, registra os grafites nos muros da cidade antes que sejam lavados. Ela mede o tempo conforme as picadas de agulha. Seus vinte e poucos anos parecem seculos se somados os hematomas que a seringa de glicose deixa em seus bracos e pernas. Mariana, a ilustradora botanica ja idosa, sabe que as bromelias que ela desenha durarao mais que seu corpo. Mas e pintando que ela engana as horas, aproveitando enquanto estao distraidas no jogo sujo de empurra-la para o fim. Ambas as personagens sao incapazes de ignorar o fato de que tudo se extingue. O ponto de intersecao entre essas vidas e uma morte - a de Jose, irmao de Mariana, vitima de um acidente de carro 20 anos antes. Em Corpo estranho , a autora tece sem pressa a teia que unira todos os fatos, dando forma a momentos definidores da existencia humana.