Essa é a história de Penny e Sam.
Ela tem dezoito anos e acabou de sair de casa rumo à universidade. Longe da mãe expansiva e do
namorado sem graça, vai finalmente se dedicar ao sonho de ser escritora. Só não contava que essa nova
vida traria também novos obstáculos: pessoas, o maior pesadelo de qualquer introvertido.
Ele, por sua vez, está perdido na vida. Em todos os níveis. Aos vinte e um anos, os poucos dólares
na conta, a mãe alcoólatra e a ex-namorada complicada não o ajudam a se manter são. Só lhe resta fazer
os doces mais mirabolantes para o café onde trabalha (e mora), concluir sua faculdade a distância e tentar
(sem muito sucesso) não surtar.
Por um acaso do destino — também conhecido como um ataque de pânico no meio da rua —, eles
passam a trocar mensagens de texto inofensivas. Mas o que começa como um simples contato de
emergência salvo no celular se torna a conexão mais importante da vida deles.
Aos poucos, esses jovens introvertidos e problemáticos se tornam dois amigos dividindo angústias,
sonhos, piadas e inspirações. Duas pessoas que quase nunca se veem, mas que estão juntas o tempo
inteiro. Dois solitários que, finalmente, não estão mais sozinhos.
Com perspicácia, humor e grande sensibilidade, a estreante Mary H. K. Choi traça o retrato de uma
geração cujos relacionamentos se entrelaçam à evolução tecnológica. Uma história capaz de causar nos
leitores o frio na barriga que só as melhores comédias românticas podem proporcionar.