Ao aprender as palavras, meninos e meninas de cada comunidade linguística aprendem a ideia que há por trás delas e ao chegar na escola já sabem qual é sua identidade sexual e qual é o papel que lhes correspondem. A escola transmite os sistemas de pensamento e as atitudes sexistas que marginalizam a mulher e a levam a ser considerada um elemento social de segunda categoria. É, portanto, cúmplice ideológica da discriminação sexual. Este livro propõe mudar a missão da escola para em vez de ensinar o que outros pensaram, ensinar a pensar; em lugar de ensinar a obedecer, ensinar a questionar, a buscar os porquês de cada coisa, a iniciar novos caminhos, novas formas de interpretar e organizar o mundo. Finalmente, sugere que, em vez de ensinar a ser menina, a escola deve recusar os fundamentos científicos que discriminam a mulher e ensinar meninos e meninas a serem eles mesmos e a percorrerem novos e criativos caminhos com seus pensamentos.