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Como falar sobre esses contos tão surpreendentes? O que quer que se possa dizer, paira no ar uma certeza: estamos diante de narrativas em que as primeiras linhas já nos colocam em suspensão, atentos ao desenrolar da história, seguindo com mal disfarçada ansiedade esse fio que nos levará a uma revelação, por vezes, epifânica, mas sem alarde. O ponto de partida é quase sempre insólito, leva-nos a regiões distantes no tempo e no espaço, como os rios gelados do Canadá, a suave trajetória do Hindenburg rumo ao desaparecimento, a nau de Colombo, e até o espaço interestelar. Essas narrativas universais, colocadas em paisagens que falam aos leitores de todas as partes do mundo, poderiam ser, cada uma delas, bons argumentos de filmes a serem realizados. Se há um fio condutor, este poderia ser a viagem, o deslocamento do leitor do lugar confortável em que se encontra para uma paragem em que o insólito poderá surgir a qualquer instante, deixando-o com um sabor agridoce na garganta. (...) O tempo é metaforizado nas revoluções do oceano. Não obstante a solidão, a busca do sentido da vida está sempre permeada pelo afeto, como na dança das baleias do Saguenay. O mar, com sua inconstância e mistério, é a um só tempo pano de fundo e personagem, símbolo do imponderável da alma humana que se revela nessas histórias que, um dia, tenho certeza, serão reconhecidas como dentre os melhores contos que já se produziu na literatura brasileira. - Guiomar de Grammont - Escritora e doutora em Literatura Brasileira pela USP
Dimensões: 0.50 x 14 x 21 cmPeso: 160 gNº de Páginas: 112