"Até os anos 50, no Brasil, o negro era quase sempre assim: olhos baixos, andar pesado, 'curvado ao peso da melanina', como retratou um certo chiste racista; ou descarregando sua revolta em pedradas inconsequentes. Até que veio Abdias, por trilhos tortuosos, conduzindo o comboio e o sonho do Teatro Experimental do Negro (T.E.N.). Pois esta é a história que se conta neste relato autobiográfico do 'negro-vida' Abdias Nascimento - oratura e escritura magistralmente organizada, introduzida, contextualizada e contrapontada por Éle Semog, poeta e ativista noviguaçuano, da histórica Baixada Fluminense, que se destaca - negro-vida que também é -, desde 1978, como um dos quadros mais importantes da militância negra no Brasil." Nei Lopes