Considerado um dos jovens autores mais destacados da América Latina, João Paulo Cuenca presenteia os leitores com uma reunião de suas melhores crônicas. Nelas, Cuenca narra fatos reais ou não, descreve pessoas, situações corriqueiras ou espetaculares e revela, entre uma linha e outra, pensamentos e crenças que moldaram sua visão de mundo. Em "A última Madrugada" o leitor descobre, entre outras histórias, o drama de um garoto que não quer perder seus pensamentos e por isso teme morrer, um carnaval sem cores de alegria, os conselhos que Stendhal daria a um artilheiro do Flamengo, ou toda a emoção que um simples corte de cabelo pode carregar. Com a sensibilidade típica de seus textos, Cuenca retrata com olhar surpreso as maravilhas do cotidiano rotineiro, que acabamos não enxergando com o passar do tempo.