O polêmico livro de Sam Harris ataca os alicerces das religiões dogmáticas, numa contundente denúncia do perigo representado pelo relativismo cultural e pela tolerância aos fundamentalismos. Dos atentados suicidas dos terroristas islâmicos à influência de organizações religiosas sobre o governo norte-americano, nenhuma manifestação de irracionalidade relacionada à fé é poupada. O autor elenca os horrores da Inquisição, do antissemitismo e das "guerras santas" para iluminar as estruturas arcaicas do discurso religioso, apontando no componente dogmático da crença o principal responsável pelo explosivo "choque de civilizações" que hoje ameaça a existência da humanidade. O ateísmo militante de "A Morte da Fé" defende a abolição de todas as religiões dogmáticas e sua substituição pelo autoconhecimento.