O nome dela era Aurora, como queria a parteira e madrinha Ifigênia. Aurora adorava perguntas, vivia sempre com um ponto de interrogação na ponta da língua. Queria conhecer tudo e saber de mais ainda. E a lista de porquês, comos e quês ia lá longe. Onde começava e terminava o mundo. Tudo isso acontecia lá pelos lados do rio São Francisco, perto de uma velha ponte de arcos e de cujas águas saía o pequeno Indaiá, riacho cheio de dourados e surubins, lá no interior das Minas Gerais. Lá reinava tanta calma, mas tanta calma que dava até para atordoar. Uma calma de fim de mundo. "A Menina Que Não Viu o Fim do Mundo" mostra que a autora acredita nas palavras e na capacidade que elas têm de construir sonhos.