Jules Michelet (1798 - 1874), historiador, foi chefe da seção histórica dos arquivos nacionais da França, o que lhe deu acesso ao vasto material de pesquisa, pano de fundo desta obra. O ambiente desse período histórico é essencial, aliás, ao nascimento desse ser especial. A despeito do rótulo de romântico dedicado ao historiador, sua postura sensível diante da mulher continua atual. Mais do que falar da feiticeira, o livro sublinha a essência da própria mulher, enaltecendo-a. Sem deixar, em nenhum momento, de vangloriar a mulher, seja sob aspectos corriqueiros como o da vida doméstica, seja sob aspectos religiosos como a visão da Virgem, ele tem sempre como personagem a feiticeira.