Crise da cultura ou da civilização? Crise do espírito, crise do Ocidente ou crise da humanidade? Crise da liberdade e da virtude, da ética e da política? Apesar da multiplicidade de suas manifestações, a crise de nosso tempo não é um acontecimento apenas, ou um conjunto de acontecimentos isolados; ela é a expressão do lugar vazio deixado pela razão, que cede espaço tanto aos fundamentalismos religiosos como às diferentes mitologias. É certo que os momentos de grande transformação técnica sempre deixam a razão em crise. Mas, como interrogam filósofos, historiadores e sociólogos que participam deste livro, a crise atual seria o anúncio de um começo o fim de uma tradição e o início de outra -, ou a perda definitiva dos critérios do bem e do mal, do justo e do injusto, do real e do possível?