Há muito se chegou à conclusão de que a adolescência, tal como a conhecemos hoje, é uma invenção pós-Segunda Guerra. Mas a cultura jovem é bem mais antiga. As primeiras tentativas significativas de pensar e definir a juventude datam do século XIX. É sobre essa "pré-história" da adolescência, até a sua consolidação e explosão como força de consumo, que trata este livro. A obra é um extenso estudo dos fatores políticos, econômicos, sociais e culturais que moldaram a juventude até ela conquistar o status que mantém dos anos 1950 até hoje. Aborda os reflexos da Revolução Industrial, das duas grandes guerras e da Grande Depressão sobre os jovens dos EUA, França, Alemanha e Grã-Bretanha, que começaram a se fazer ouvir através da arte, da mudança de comportamento e da quebra de paradigmas.