Iohann Moritz é um camponês romeno que, em meio à guerra, vê-se reduzido à sua dimensão social: homens deixaram de ser indivíduos e se tornaram simples membros de categorias. Denunciado como judeu, embora não o fosse, por um gendarme que lhe cobiça a esposa, Moritz cai nas mãos dos nazistas e inicia um périplo pelos mais diversos campos de concentração da Europa. Ao fugir com outros detentos para a Hungria, país "onde a vida é menos dura para os judeus", acaba detido como espião romeno e é torturado. Deportado para a Alemanha, na condição de "trabalhador húngaro voluntário", é examinado por um médico nazista que o considera um espécime excepcional da linhagem ariana. Ambientado num cenário irrespirável, "A 25ª Hora" revela-se uma condenação não só do nazismo, como de todo tipo de totalitarismo. Um romance emocionante, com reflexões atuais e necessárias.